Melhor o resultado que a exibição
Sabíamos de antemão que iria ser um jogo bastante difícil e por variadíssimas razões o campo tem dimensões reduzidas, o piso é de terra batida a equipa adversária vinha de uma vitória (a sua primeira) e iria querer complicar a vida ao comandante da prova e assim foi os jovens do Sindicato tudo fizeram para nos contrariar e não fosse uma atitude muito forte dos nossos jovens alvi-rubros e não teríamos trazido os 3 pontos de Setúbal.
A nossa equipa nunca se conseguiu adaptar ao terreno de jogo, os constantes ressaltos e os constantes efeitos que a bola ganhava assim que tinha contacto com o terreno eram por demais e para uma equipa que joga habitualmente ao primeiro ou segundo toque e preferencialmente pelo chão logicamente que não iria aqui conseguir uma grande partida e por isso teve que lutar muito durante os noventa minutos para levar a bom porto os seus objectivos.
Durante toda a partida o domínio foi total dos nossos atletas, sempre
que saiam para o ataque esperava-se o golo mas este só viria a surgir
aos 24` na sequência da marcação de um canto por Luis Leite que Fábio
Cunha aproveitou muito bem ao aparecer à entrada da pequena área num voo
algo acrobático a dizer que sim à bola e abrir o activo, golo muito
festejado por toda a equipa e por ele também já que foi o seu primeiro
este ano e tanto que ele o procurava e diga-se que já o merecia. Dez
minutos volvidos numa boa incursão de Daniel Lourenço pelo corredor
direito este fez um cruzamento tenso para a entrada da pequena área onde
apareceu um defensor contrario a tentar o corte mas para infelicidade
dele e felicidade nossa introduziu a bola na própria baliza. Pensou-se
por momentos que a partir dali tudo seria mais fácil, mas foi um engano
pois quatro minutos volvidos numa desatenção defensiva O Sindicato viria
a reduzir o marcador ao obter um golo na marcação de um canto, mais uma
vez fomos batidos numa bola parada e mais uma vez por falta de
concentração e marcação até ao intervalo só de realçar uma boa
intervenção do guarda redes contrário a negar o terceiro golo à equipa
Barreirense, aproveitamos aqui para referir que O Sindicato teve no seu
guarda redes o grande responsável pelo não dilatar do resultado pois foi
ele que com um punhado de boas defesas evitou o avolumar do resultado.
Durante o intervalo os alvi-rubros efectuaram três alterações
entraram Rui Godinho, Tiago Dias e Diogo Pereira para os lugares de João
Brito, Luis Leite e Filipe Fialho, foi dado sangue novo à equipa e nos
primeiros minutos da segunda parte ficou a ideia que mais cedo ou mais
tarde se iria festejar mais um golo para equipa que tinha viajado do
Barreiro mas foi puro engano, não por falta de oportunidades mas mais
por desacerto dos nossos atletas a juntar a boa exibição do GR contrário
e assim ia passando o tempo com a incerteza do resultado pois se por um
lado o nosso GR era um mero espectador por outro numa bola perdida ou
num pontapé inesperado e feliz poderia atirar por água a baixo o
trabalho realizado até ali. Por volta dos 67`a equipa alvi-rubra volta a
mexer no onze faz entrar mais um ponta de lança Henrique Moreira saindo
Fabio Cunha completamente esgotado o seu lugar no meio campo seria
ocupado por Tiago Dias. Até final da partida mais do mesmo o
Barreirense a tentar chegar ao terceiro golo para obter a tranquilidade e
um Sindicato a defender-se como podia e a tentar sempre que possível
através de pontapés compridos chegar á nossa área mas sem resultados.
Soado que foi o apito final ficou o sentimento de dever cumprido e com a
certeza que tinha sido melhor o resultado que a exibição.
Quanto á equipa de arbitragem chefiada por David Salvador este não teve qualquer influência no resultado final, acompanhou sempre de perto os lances e por isso entendemos que as vezes em que estivemos em desacordo com ele, ele na realidade teria razão na decisão tomada, no entanto deixamos-lhe aqui uma chamada de atenção, jogo viril com contacto físico é legal mas quando tentamos apitar à inglesa temos que estar certos que conseguimos segurar depois os ímpetos e por algumas vezes no nosso entender o jovem árbitro David Salvador não o soube fazer. Foi bem coadjuvado pelos seus pares, resta-nos desejar-lhes também a eles um bom ano.
EQUIPA BARREIRENSE
Daniel Vital, Gonçalo Honório, Pedro Romão, Fabio Fragoso, Luis Miranda, Luis Leite (Diogo Pereira 45`), Fabio Cunha (Henrique Moreira 67`), Filipe Fialho (Tiago Dias 45`), Ivan Tavares, João Brito (Rui Godinho 45`) e Daniel Lourenço
Suplentes não utilizados
Pedro Santos e Pedro Gomes
Director
José Carrilho
Mário Santos
Treinador
José Meireles
Fisioterapeuta
André Félix
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